IA já faz parte da operação e isso muda o jogo
A Inteligência Artificial deixou de ser uma iniciativa experimental dentro das empresas. Hoje, ela já atua diretamente no atendimento interno, na triagem de demandas, na organização do conhecimento e no suporte à tomada de decisão.
Em áreas como Jurídico, RH, Compliance e CSCs, isso representa um ganho real de eficiência. Mas também traz uma mudança importante: quando a IA entra na operação, segurança e governança deixam de ser um detalhe técnico e passam a ser uma decisão estratégica.
Empresas que avançam com maturidade entendem que IA não pode ser tratada como uma ferramenta isolada, e sim como parte da infraestrutura corporativa.
Segurança em IA começa antes do uso não depois
Um erro comum nas iniciativas de IA é pensar em segurança apenas como uma camada adicional, aplicada depois que a solução já está em funcionamento.
Na prática, funciona ao contrário.
IA segura é aquela que:
- nasce integrada às políticas da empresa
- respeita controles de acesso e identidade
- opera dentro de limites claros de atuação
- mantém rastreabilidade e histórico das interações
Quando esses elementos existem desde o início, a IA deixa de ser um ponto de atenção e passa a ser um ativo confiável para áreas sensíveis.
O verdadeiro desafio não é a IA, é a falta de governança
O mercado tem mostrado que os maiores desafios ligados à IA não vêm da tecnologia em si, mas da forma como ela é implementada.
Sem governança, surgem problemas como:
- informações desencontradas
- automações sem controle
- falta de visibilidade sobre decisões
- dificuldade de auditoria e compliance
Em áreas consultivas, onde decisões impactam pessoas, contratos e processos críticos, esse cenário é insustentável.
Por isso, empresas mais maduras estão mudando a pergunta de
“o que a IA consegue fazer?”
para
“como garantimos que ela faça apenas o que deve fazer?”
Governança prática: o que realmente importa no dia a dia
Falar de governança de IA não é falar de teoria ou de documentos longos. É falar de operação.
Na prática, governança envolve:
Controle de acesso e contexto
Nem toda informação deve estar disponível para todos. A IA precisa responder com base em conteúdos aprovados e contextualizados para cada área.
Padronização e fonte única da verdade
Quando cada pessoa consulta por um canal diferente, o risco não é tecnológico é organizacional. Centralizar o consultivo reduz ruído, retrabalho e inconsistência.
Rastreabilidade e histórico
Saber o que foi perguntado, respondido e encaminhado não é um luxo. É o que sustenta auditorias, melhorias contínuas e decisões baseadas em dados.
Limites claros de atuação
IA não substitui especialistas. Ela resolve o que é repetitivo, organiza o que é disperso e encaminha corretamente o que exige análise humana.
IA como aliada do compliance, não como exceção
Em ambientes regulados, IA não pode ser um “atalho”. Ela precisa reforçar boas práticas não contorná-las.
Quando bem implementada, a IA:
- reduz consultas informais e não registradas
- padroniza respostas sensíveis
- diminui dependência de pessoas específicas
- fortalece a consistência das orientações internas
Ou seja: IA bem governada não compete com o compliance. Ela o fortalece.
Onde a Asklisa se posiciona nesse contexto
Na Asklisa, a IA foi pensada desde o início para operar em ambientes corporativos críticos, onde segurança, confiabilidade e governança são inegociáveis.
Nossa abordagem parte de alguns princípios claros:
- a IA responde apenas com base em documentos e informações oficiais da empresa
- todas as interações ficam registradas, criando histórico e rastreabilidade
- o consultivo interno é centralizado em um único ponto controlado
- a solução opera integrada ao Microsoft Teams, respeitando políticas e fluxos já existentes
Na prática, isso permite que áreas como Jurídico, RH e Compliance ganhem escala sem perder controle e sem criar riscos desnecessários.
Por Guilherme Leonel
Fundador e CEO Asklisa


